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EUA ISRAEL VS IRÃ Uma análise pouco convencional e um cenário que não deve ser descartado.

  • Foto do escritor: ASHER IPAD
    ASHER IPAD
  • 12 de abr.
  • 3 min de leitura

Nas profundezas turbulentas do Golfo Pérsico, uma verdade explosiva irrompe com fúria vulcânica: o regime iraniano não é um simples adversário geopolítico. É um carniceiro sanguinário, e sua era de terror chegou ao fim. Eu sei, você pode estar pensando, mas e o cessar-fogo. Nos cabe olharmos mais longe e fugirmos da verdade rasa, o jogo ainda não entrou no 2 tempo.


Essa não é a retórica exaltada de falcões isolados em Washington ou Tel Aviv. É o veredito firme e unânime também dos países do Conselho de Cooperação do Golfo, um consenso que ressoa alto e claro nas salas de poder de Riad a Abu Dhabi.


O que torna esta realidade tão arrebatadora é a elegância letal da solução que se apresenta, como o golpe preciso e implacável de um predador que mira diretamente na jugular do inimigo. A estratégia é outra: precisa na concepção, devastadora nos resultados e com pegada mínima.


Continuo insistindo na tomada temporária de ilhas estratégicas vitais, como Abu Musa, as Tunbs e, eventualmente, Siri, que cria um escudo marítimo impenetrável sobre toda a costa do Golfo. Ao mesmo tempo, o isolamento tático de bunkers subterrâneos reforçados seguido por operações audaciosas de forças especiais contra os nervos centrais do poder regional do regime, aquelas infames “cidades de mísseis” escondidas nas entranhas da terra, neutralizadas com a mesma maestria do ataque israelense em Maysaf, na Síria, em setembro de 2024. O colapso viria de dentro para fora, sem repetir os erros trágicos do passado.


Dentro do Irã, o terreno está carregado de pólvora. Mais de 75% da população, número que flerta com os oitenta e cinco por cento após os massacres de janeiro, exige hoje um governo secular. Uma virada sísmica em relação aos míseros 30% de 2012. Uma pesquisa vazada do próprio gabinete do presidente Pezeshkian, realizada em novembro, revela a revolta contida: 92% rejeitam as políticas e a governança do regime.


Basta neutralizar a capacidade de Teerã de ameaçar o Golfo e estrangular suas exportações petroquímicas, o cordão de ouro que mantém o regime vivo, para que todo o castelo comece a desabar como um gigante de argila. Sem recursos e com seu aparelho de repressão já enfraquecido, o povo iraniano, sufocado por 47 anos de brutalidade, pode devorá-lo vivo em poucas semanas, talvez dias. Quando a realidade nua e crua romper o véu espesso da propaganda, a crise se tornará fulminante. A capacidade do sistema de sobreviver nessas condições torna-se altamente duvidosa.


Os frutos possíveis dessa transformação são monumentais. Uma nação que, após quase meio século de opressão selvagem, finalmente toma as rédeas do seu próprio destino tem o potencial de transformar seus manifestantes e mártires em lendas fundadoras de uma nova era, um farol brilhante de esperança que pode iluminar todo o Oriente Médio. Não é garantido, evidentemente. Seria irresponsável ignorar os perigos reais de um vácuo caótico após o colapso. Mas a oportunidade é histórica e única.


Nos corredores da inteligência americana, vazamentos anônimos revelam profundo ceticismo: cenários de mudança de regime tachados de “farsescos” pelo diretor da CIA Ratcliffe e de simples “bullshit” pelo secretário de Estado Rubio. Pode ser sincero. Porém, não se pode descartar a possibilidade de uma cortina de fumaça estratégica. Existe um claro interesse em evitar que o regime entre em pânico e adote a lógica suicida do “já que não tenho nada a perder”. Há pouco mais de duas semanas, o comandante da CENTCOM, almirante Cooper, enviou uma mensagem cristalina aos iranianos: haverá um sinal claro, como o presidente indicou, para que o Irã possa “sair”.


No domínio aberto, as possibilidades continuam reais e visíveis. O regime, sentindo o abismo sob seus pés, endurece suas posições, tanto para manter as aparências diante da própria população quanto porque considera sua influência regional parte inseparável de sua própria alma. Os interesses centrais de Washington e Teerã seguem estruturalmente irreconciliáveis, a menos que os iranianos capitulem de forma dramática.


Washington certamente buscará flexibilidade onde for possível. As negociações podem se arrastar, inclusive para não lançar uma sombra de insegurança sobre a Copa do Mundo da FIFA, entre 11 de junho e 19 de julho. Ainda assim, é ilusão perigosa acreditar que esta pausa de quinze dias possa se transformar, por encanto diplomático, em uma solução duradoura. O mais provável é que, assim que surgirem sinais concretos de recuperação, reabastecimento e mobilização das forças da IRGC, os Estados Unidos e Israel retomem operações combinadas de alta intensidade: isolando comandos provinciais, destruindo os últimos redutos e finalizando o serviço sob uma nova autorização de poderes de guerra.


O momento da verdade se aproxima. É necessario paciência e sabedoria. O próximo movimento não apenas pode derrubar um regime opressor, mas reescrever o destino do Oriente Médio por gerações. Hesitar agora significaria condenar a região a décadas adicionais de sangue, medo e instabilidade. COLUNISTA: ASHER IPAD

 
 
 

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