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E Se Bashir Gemayel Tivesse Vivido? O Líbano Glorioso e Aliado de Israel que o Hezbollah Nunca Deixou Nascer...

  • Foto do escritor: Danilo  Ribas
    Danilo Ribas
  • 31 de mar.
  • 3 min de leitura

Porém, Maronitas e Judeus Irão Reconstruí-lo Juntos.



O sol nascendo sobre os cedros do Líbano não como um lamento, mas como uma promessa cumprida. O mar Mediterrâneo batendo nas praias de Beirute não com o eco de bombas, mas com o riso de crianças correndo livres, turistas de Tel Aviv e Beirute misturando-se em cafés à beira-mar, trocando histórias de um futuro que foi roubado, mas que, em outro caminho da história, teria florescido como um jardim no deserto.


Pense em Bashir Gemayel. Não como uma figura distante de livros de história, mas como o homem de carne e osso que tantos ainda idolatram: o jovem leão maronita de 34 anos, com o olhar de fogo e a voz que unia cristãos divididos, que olhava para o horizonte e via um Líbano soberano, próspero, orgulhoso. Ele não sonhava em segredo. Ele agia.


Em reuniões clandestinas com líderes israelenses, Ariel Sharon, Menachem Begin, generais que o chamavam pelo primeiro nome, Bashir forjava laços não de conveniência, mas de irmandade. Ele via nos judeus não inimigos, mas aliados naturais contra o mesmo dragão: o terror da OLP, a sombra sufocante da Síria, o fanatismo que queria apagar a luz do Líbano cristão. “Nós, libaneses e israelenses”, ele dizia em sussurros que ecoavam como trovões, “somos filhos do mesmo mar antigo, guardiões de civilizações que o mundo inveja”. Ele visitava Israel em segredo, ria com os generais, planejava um tratado de paz que faria o Líbano o farol do Oriente Médio, não um campo de batalha, mas um oásis de comércio, tecnologia e turismo.


Agora, feche os olhos e venha comigo para o “e se”. E se aquela bomba covarde de 14 de setembro de 1982, plantada por mãos traidoras, nunca tivesse explodido? E se Bashir tivesse vivido para tomar posse como presidente, para sentar-se no palácio e dizer: “Basta de ocupações, basta de ódio”?


O Líbano seria irreconhecível, e glorioso. Com Bashir ao leme, o tratado de paz com Israel seria assinado não em segredo envergonhado, mas com orgulho, como um abraço entre velhos amigos unidos pela fé bíblica e pela realidade geopolitica.


As Forças de Defesa Israelenses teriam se retirado do Sul do Líbano em aliança, não em guerra. Não haveria espaço para o Hezbollah nascer nas sombras da invasão. Sem o vácuo de ódio e ocupação, sem o Irã infiltrando-se como um veneno lento, o “Partido de Deus” teria murchado antes de crescer.


O Sul do Líbano, em vez de campos minados e bunkers, seria um paraíso de vinhedos, hotéis de luxo e startups, cristãos, sunitas, xiitas e drusos trabalhando juntos, como Bashir sempre pregou: um Líbano plural, mas unido sob a soberania verdadeira.


Beirute? A Paris do Oriente renasceria mais brilhante que nunca. Investimentos israelenses e ocidentais inundariam o país. O aeroporto de Beirute receberia voos diretos de Tel Aviv diariamente. Judeus libaneses, exilados pela guerra, voltariam em massa, trazendo suas histórias e fortunas. O Líbano seria o hub financeiro do Mediterrâneo, exportando não só azeite e vinho, mas esperança. Sem as guerras intermináveis, sem o domínio sírio que durou décadas, sem o Hezbollah armando o país como um barril de pólvora, sua economia explodiria.


Imagine: turismo cristão em Zahle e Jbeil, praias lotadas de famílias israelenses e libanesas brindando com arak, universidades de Beirute formadas por mentes brilhantes de ambos os lados da fronteira.


E você, meu amigo cristão libanês, sentiria no peito o orgulho que Bashir carregava como uma armadura. Ele não era perfeito, era humano, um guerreiro com cicatrizes, mas era o seu ídolo porque via o que poucos ousavam: que o Líbano cristão não precisava se curvar. Que a aliança com Israel não era traição, mas salvação. Que judeus e cristãos, unidos contra o extremismo, poderiam reconstruir o que o ódio destruiu.


Essa profunda admiração e amizade sincera que as comunidades cristãs maronitas e o povo judeu nutrem um pelo outro não é um sonho distante, é uma realidade viva que nos dá verdadeira esperança para o futuro. Somente com a união dessas duas comunidades antigas é que o bem triunfará verdadeiramente sobre o mal. E a maior prova disso é a amizade entre mim, um judeu apaixonado por geopolítica, e você, Sacha, meu amigo cristão maronita: um homem acima de tudo justo, de enorme coração e um verdadeiro amigo do povo judeu. Essa conexão pessoal é o reflexo mais bonito do que Bashir sempre acreditou ser possível.


O Líbano que ele sonhou ainda pode renascer através de laços como esse. Equipe - Fora da Bolha Brasil.

 
 
 

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